GESTAR II
RELATÓRIO DE ATIVIDADES REALIZADAS EM SALA DE AULA
Professora: Adriana Knapp
Escola: E.M.E.F. Ubaldo Sorrilha da Costa
Disciplina: Língua Portuguesa
Turma: 5ªC
No encontro do dia 04/06/2009 do Projeto Gestar, foi demonstrado o livro TP3, do qual retirei algumas atividades para trabalhar em sala de aula, adaptando-as aos alunos com os seguintes critérios: série, idade e realidade social; distribuído da seguinte forma: série: 5ª, idade: dos 10 aos 16 anos; realidade social: vila de moradores carentes, cuja cultura textual e musical tem algumas referências próprias.
Na página 57 do TP3, temos, na página 56, a explicação de gênero literário e não-literário e o poema “E AGORA JOSÉ?”.
Utilizamos o poema para dar início a uma série progressiva que se desenvolvia a cada aula.
O poema “E agora José?” foi distribuído em folhas para os alunos. No primeiro momento, lemos o mesmo, verificando o ritmo poético. Após a leitura, a compreensão do texto, o reconhecimento do ritmo poético, foi executada outra atividade.
Os alunos foram divididos em grupos de 4 pessoas, depois deveriam ritmar o poema, inserindo-o em qualquer tipo de ritmo musical: sertanejo, pop, funk, gaúcho ou outro de seu conhecimento.
A atividade teve resultado bastante satisfatório, pois foi possível verificar a criatividade dos alunos, tanto em ritmo como na apresentação do trabalho, pois cada grupo apresentou de forma diferente.
Alguns apresentaram todos cantando, outros apenas dois ou três cantaram, e em outros grupos ainda, alguns cantaram enquanto outros faziam o ritmo.
Para não haver uma sequencia cansativa, entramos no trabalho com a elaboração de biografia. No TP3, página 19, temos a mini-biografia de Carlos Drummond de Andrade. O texto foi distribuído aos alunos, foi feita a leitura silenciosa, depois leitura em voz alta. Após isso, partimos para o “Avançando na Prática” da página 25 do TP3.
A interação com o trabalho teve uma diferenciação do “avançando na prática”, ou seja, os alunos foram reorganizados em dupla da seguinte forma: a professora passou com um envelope, onde cada aluno tirava uma figura em EVA, no final da entrega, as duplas tinham que se encontrar pela semelhança das figuras. Assim, as mini-biografias foram elaboradas, de um sobre o outro colega. No final do trabalho, essas mini-biografias foram apresentadas para a turma toda.
Foi um trabalho bem descontraído, onde havia alguns momentos de riso por conta da montagem das mini-biografias dos jovens alunos, onde a interação foi excelente.
Na aula seguinte, ainda trabalhando elaboração de textos, fora dos TPs e dos AAAs, foram distribuídas historinhas da turma da Mônica, uma para cada aluno, a fim de que fosse trabalhada a interpretação pessoal sobre o texto e as figuras. No final da aula, esse trabalho foi apresentado por cada aluno para a turma toda.
Em outra aula ainda, voltamos a trabalhar com poemas, relembrando o poema “E agora José?”, tendo também a leitura do texto “O Operário em Construção” da página 68. Foi trabalhada a compreensão do texto e o reconhecimento da forma do gênero poético.
Após o término dessa atividade, os alunos foram instigados a escreverem seus próprios poemas. Foram propostos alguns temas, como: amor, amizade, família, a cidade, o lugar onde moro.
O resultado foi excelente, tanto que poemas de três alunos foram encaminhados para a SMEC para concorrer à participação em um livro de poemas e poesias de alunos do município.
Abaixo, transcrevemos os poemas escritos pelos alunos: Erasmo, Letícia e Daniel da turma 5ª C da Escola Ubaldo Sorrilha da Costa.
A CIDADE, NEGRA CIDADE
Daniel Correa Jacques – 5ª C – Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa
A cidade, negra cidade
Negra cidade
Da felicidade.
O grão que se parte
E o pão que se reparte
O negro sem feitor
Sem ódio e temor.
Eles oram por Ogum,
Salom Sagun
Negra cidade,
Sem piedade.
A VIAGEM
Erasmo Carlos Melo Rodrigues – turma 5ª C – Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa
Já viajei demais pelo mundo
Á procura de alguém, do sorriso da morena
Hoje vou sorrir também
E conheci você morena
Em uma festa
Agora quero que conheça
A força do meu coração
Como conheci esta morena por ela fiquei amarrado
A danada é bonita, parece dourado
Tem uma perfeição de corpo
E um belo penteado
Por esta linda mulher estou muito apaixonado
Se depender só de mim, já sou um homem casado.
O AMOR
Letícia de Souza – turma 5ª C – Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa
O amor tem uma porta para a dor
Todo meu amor não é isso.
Abro a porta do sorriso,
Fico lá até o pôr do sol lindo,
Pico pétalas de flor para me livrar da dor,
Caio no mar do amor, pinto mais que vermelho
Trago lembranças de uma flor ainda pequena
Tinha crianças, amor.
A flor que não tinha nenhuma dor
Conseguiu um novo amor
Viu a outra flor e se apaixonou
E esqueceu a dor.
AMOR
Letícia de Souza – turma 5ª C – Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa
Amor não é somente algo triste que traz dor
Amor nasce e desabrocha como pétalas de uma flor
Nasce como o sol e depois de cada entardecer
Vem com o anoitecer, fazendo tudo acontecer
Mas não pense que amor é só algo pra viver
Valorize, ame, cuide
Para nunca mais perder, enfraquecer e nem mesmo morrer.
AMIZADE
Letícia de Souza – turma 5ª C – Escola Municipal de Ensino Fundamental Ubaldo Sorrilha da Costa
O segredo da amizade não se esconde na vaidade
Nem mesmo nas asas da liberdade
O segredo se esconde em palavras simples, com saudades
A chave desse segredo não guardo somente comigo
Mas também com um grande amigo
No qual tenho grandes laços,
Palavras, risos e abraços
E o trato como irmão,
Pois amigo é a razão,
Que alegra o coração.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
MEMORIAL - EXPERIÊNCIA PESSOAL COM A LEITURA E A ESCRITA
O meu primeiro contato com a escola não foi dos mais agradáveis, pois eu era uma criança que amava brincar com animais, tinha minha própria ovelhinha de estimação, cães, um casal de bugios e dois gatinhos.
No primeiro dia de aula, vi meu irmão me deixar na escola e afastar-se de bicicleta, foi só o tempo de respirar e começar a chorar, imaginando o que eu teria feito para a minha família me abandonar naquele lugar.
Mesmo tendo duas amigas junto comigo, precisei voltar para casa cedo todos os dias da primeira semana da aula. Aos poucos fui me acostumando com os novos amigos, a professora Dona Carmen; e a maravilhosa “Cartilha da Mônica”.
Não lembro quanto tempo levei para concatenar as letras e os desenhos, fato é que um belo dia chamei uma colega de “burra” porque ela não sabia algumas letrinhas e a minha professora disse: “Adriana, ninguém nasce sabendo!” e eu muito senhora de mim respondi: “só ela então, porque eu nasci sabendo sim senhora”.
Sempre fui uma pessoa curiosa, desde a infância, então penso que o maior milagre que pode acontecer é aprender novidades. Então, as letras, os desenhos, os livros de páginas cada vez mais densas começaram a ser o meu maior pacote de aprendizado.
Compreendo que uma pessoa pode fazer qualquer coisa que deseje fazer, desde que ela se proponha a cruzar o caminho entre o ponto do desejo de saber e o de saber. O caminho é longo, árduo, mas o ponto final é de plena satisfação.
Estudei em escola pública durante o pré e a primeira série e tenho felizes lembranças de aprendizado. A partir da 2ª série fui para uma escola particular, a Escola Sagrado Coração de Jesus, onde comecei a sentir uma diferença no ensino, mesmo não compreendendo exatamente qual era essa diferença.
O estímulo dado aos alunos na escola particular é bastante efusivo em torno de formar pessoas de ação, de pensamento crítico desde o início do seu estudo. Aprendemos que, para melhor assimilação, devemos compreender para o quê servirá tal aprendizado em nossa vida.
Então, percebi que a concepção que alguns professores tinham a respeito de aprendizado, é a de que aprende melhor quem sabe o quê e porquê está aprendendo, isto é, o código alfabético e a compreensão do que se lê tinha uma grande importância.
No entanto, hoje reflito, se a dificuldade que diferencia a escola pública da privada poderia ser o método ou o “material” a ser lapidado. Em escolas particulares trabalha-se com crianças preparadas pelos pais a “não demonstrar” claramente seus defeitos, a terem o professor e a porta da sala como limite.
Na escola pública, os alunos não tiveram convivencia suficiente com os pais ou não tiveram alguem que lhes ensinasse que não se deve expor seus defeitos, vicios de comportamento na hora do aprendizado.
O objetivo deve ser alcançado, mas atualmente, qual é o nosso objetivo? Se nos desviarmos totalmente do objetivo aprendizado de disciplinas para um novo objetivo de “boa convivência” e aprendizado de comportamentos, teremos criado uma falha de aprendizado, que ninguem conseguirá sanar, pelo menos não em uma única geração.
Atualmente, não vejo, pelo menos na escola pública, as crianças gostarem de livros, talvez porque atualmente temos cinema em casa a hora em que desejarmos. Porém, entristeço-me ao verificar que esses jovens são privados da maravilha que é ler um livro e sonhar seus próprios personagens.
Na minha infância, tive acesso a diferentes tipos de leituras. A maior alegria era o dia do meu aniversário, pois minha madrinha tinha uma livraria em Santa Rosa/RS, junto à livraria uma loja de bonecas, então, quando chegava próximo ao dia 13 de março, eu telefonava para a mesma e dizia: “Oi madrinha, semana que vem estou de aniversário, me manda uns livros de presente? Ah, e uma bonequinha também”.
Não lembro se liam histórias para mim, mas lembro que meus pais e irmãos contavam muitas histórias, algo como tradição de família, tudo o que ocorria com os amigos no trabalho, em festas, ou lembranças do passado se transformavam em deliciosas histórias que sempre tinham um fim engraçado ou feliz.
Na minha infância houve nomes de autores de livros que jamais esquecerei: “Hans Cristian Andersen” e “Irmãos Grimm”. Histórinhas como “A Rainha de Gelo” e “O soldadinho de Chumbo” de Andersen; e “Branca de Neve e os Sete Anões” e “Chapeuzinho Vermelho” dos Grimm, permanecem no meu coração.
Minha tristeza é não encontrar atualmente, o mesmo destaque para essas histórias que considero importantes para aguçar a crítica e os sentimentos das crianças.
Atualmente se lê livros de autores nacionais, com grande mérito porque há histórias excelentes, no entanto, algumas histórias são realistas demais, tirando o direito de sonhar que toda criança e todo adulto têm. Todos temos direito a sonhar com finais felizes.
Os autores, no fundo, sempre escrevem para si próprios e se basearmo-nos nessa idéia, diremos que os autores de 100 anos atrás escreviam para pessoas romanticas e sonhadoras, e os autores de atualmente escrevem para pessoas que precisam ter medo da realidade, ao invés de sonhar com caminhos floridos.
Escrevem, os autores atuais, de uma forma muito mais clara e explicativa, para sanar seus medos e avisar o mundo de que o caminho adiante deve ter o devido cuidado. E não podemos nem condenar os autores por isso, pois na verdade, precisamos cuidar das futuras gerações, muito mais do que nossos avós precisaram cuidar de nossos pais.
Nós, que não somos grandes autores, chamamo-nos de pessoas normais, escrevemos quando impelidos a isso. Não somos mais como três gerações anteriores, em que cartas de várias páginas iam de um ponto a outro deliciando a mente dos historiadores atuais.
Fala-se até que a história vá chegar ao fim algum dia por falta de fontes, porém, nossos tataravós escreviam cartas, enviavam-nas via pombo correio, via correio de carroça, via menino de rua, as cartas demoravam meses para chegar de um ponto a outro, mas eram preciosidades, tesouros que não se rasgava por motivo algum.
Não eram tratadas as cartas antigas, como os e-mails atuais, cartas eletrônicas que, após lidas são apagadas, pois há tantas outras na fila para serem lidas.
Na escola, então, lê-se e escreve-se muito a contragosto; é quase um sentimento de obrigatoriedade e desprazer para os alunos o ato de escrever. A dificuldade do professor em concorrer, entre o ato da escrita e os pensamentos no mundo que gira lá fora da sala de aula, transforma a aula em uma luta entre quem ensina e quem deve aprender.
Onde estará a raiz do problema? Na escola? Nos professores? Na aula não-atrativa? Seremos nós professores ou apresentadores de circo?
Ou será que a vida do aluno não está sendo propícia a iluminar o desejo do aprendizado? Bem, se for esse o problema, caímos em um poço bem maior, que é a família, a sociedade, a economia e a governabilidade.
E enquanto não conseguimos sanar o problema descobrindo “quem” é o problema, para resolvê-lo, vamos tentando ensinar os sentimentos que temos pela leitura, que é o que nos leva adiante no gosto do aprendizado.
Aprender talvez seja um vício como qualquer outro, no qual somente alguns fracos propícios caem e morrem se não tiverem a maravilhosa droga do eterno aprendizado. Felizes os fracos que se tornam fortes pelo seu próprio sonho!
No primeiro dia de aula, vi meu irmão me deixar na escola e afastar-se de bicicleta, foi só o tempo de respirar e começar a chorar, imaginando o que eu teria feito para a minha família me abandonar naquele lugar.
Mesmo tendo duas amigas junto comigo, precisei voltar para casa cedo todos os dias da primeira semana da aula. Aos poucos fui me acostumando com os novos amigos, a professora Dona Carmen; e a maravilhosa “Cartilha da Mônica”.
Não lembro quanto tempo levei para concatenar as letras e os desenhos, fato é que um belo dia chamei uma colega de “burra” porque ela não sabia algumas letrinhas e a minha professora disse: “Adriana, ninguém nasce sabendo!” e eu muito senhora de mim respondi: “só ela então, porque eu nasci sabendo sim senhora”.
Sempre fui uma pessoa curiosa, desde a infância, então penso que o maior milagre que pode acontecer é aprender novidades. Então, as letras, os desenhos, os livros de páginas cada vez mais densas começaram a ser o meu maior pacote de aprendizado.
Compreendo que uma pessoa pode fazer qualquer coisa que deseje fazer, desde que ela se proponha a cruzar o caminho entre o ponto do desejo de saber e o de saber. O caminho é longo, árduo, mas o ponto final é de plena satisfação.
Estudei em escola pública durante o pré e a primeira série e tenho felizes lembranças de aprendizado. A partir da 2ª série fui para uma escola particular, a Escola Sagrado Coração de Jesus, onde comecei a sentir uma diferença no ensino, mesmo não compreendendo exatamente qual era essa diferença.
O estímulo dado aos alunos na escola particular é bastante efusivo em torno de formar pessoas de ação, de pensamento crítico desde o início do seu estudo. Aprendemos que, para melhor assimilação, devemos compreender para o quê servirá tal aprendizado em nossa vida.
Então, percebi que a concepção que alguns professores tinham a respeito de aprendizado, é a de que aprende melhor quem sabe o quê e porquê está aprendendo, isto é, o código alfabético e a compreensão do que se lê tinha uma grande importância.
No entanto, hoje reflito, se a dificuldade que diferencia a escola pública da privada poderia ser o método ou o “material” a ser lapidado. Em escolas particulares trabalha-se com crianças preparadas pelos pais a “não demonstrar” claramente seus defeitos, a terem o professor e a porta da sala como limite.
Na escola pública, os alunos não tiveram convivencia suficiente com os pais ou não tiveram alguem que lhes ensinasse que não se deve expor seus defeitos, vicios de comportamento na hora do aprendizado.
O objetivo deve ser alcançado, mas atualmente, qual é o nosso objetivo? Se nos desviarmos totalmente do objetivo aprendizado de disciplinas para um novo objetivo de “boa convivência” e aprendizado de comportamentos, teremos criado uma falha de aprendizado, que ninguem conseguirá sanar, pelo menos não em uma única geração.
Atualmente, não vejo, pelo menos na escola pública, as crianças gostarem de livros, talvez porque atualmente temos cinema em casa a hora em que desejarmos. Porém, entristeço-me ao verificar que esses jovens são privados da maravilha que é ler um livro e sonhar seus próprios personagens.
Na minha infância, tive acesso a diferentes tipos de leituras. A maior alegria era o dia do meu aniversário, pois minha madrinha tinha uma livraria em Santa Rosa/RS, junto à livraria uma loja de bonecas, então, quando chegava próximo ao dia 13 de março, eu telefonava para a mesma e dizia: “Oi madrinha, semana que vem estou de aniversário, me manda uns livros de presente? Ah, e uma bonequinha também”.
Não lembro se liam histórias para mim, mas lembro que meus pais e irmãos contavam muitas histórias, algo como tradição de família, tudo o que ocorria com os amigos no trabalho, em festas, ou lembranças do passado se transformavam em deliciosas histórias que sempre tinham um fim engraçado ou feliz.
Na minha infância houve nomes de autores de livros que jamais esquecerei: “Hans Cristian Andersen” e “Irmãos Grimm”. Histórinhas como “A Rainha de Gelo” e “O soldadinho de Chumbo” de Andersen; e “Branca de Neve e os Sete Anões” e “Chapeuzinho Vermelho” dos Grimm, permanecem no meu coração.
Minha tristeza é não encontrar atualmente, o mesmo destaque para essas histórias que considero importantes para aguçar a crítica e os sentimentos das crianças.
Atualmente se lê livros de autores nacionais, com grande mérito porque há histórias excelentes, no entanto, algumas histórias são realistas demais, tirando o direito de sonhar que toda criança e todo adulto têm. Todos temos direito a sonhar com finais felizes.
Os autores, no fundo, sempre escrevem para si próprios e se basearmo-nos nessa idéia, diremos que os autores de 100 anos atrás escreviam para pessoas romanticas e sonhadoras, e os autores de atualmente escrevem para pessoas que precisam ter medo da realidade, ao invés de sonhar com caminhos floridos.
Escrevem, os autores atuais, de uma forma muito mais clara e explicativa, para sanar seus medos e avisar o mundo de que o caminho adiante deve ter o devido cuidado. E não podemos nem condenar os autores por isso, pois na verdade, precisamos cuidar das futuras gerações, muito mais do que nossos avós precisaram cuidar de nossos pais.
Nós, que não somos grandes autores, chamamo-nos de pessoas normais, escrevemos quando impelidos a isso. Não somos mais como três gerações anteriores, em que cartas de várias páginas iam de um ponto a outro deliciando a mente dos historiadores atuais.
Fala-se até que a história vá chegar ao fim algum dia por falta de fontes, porém, nossos tataravós escreviam cartas, enviavam-nas via pombo correio, via correio de carroça, via menino de rua, as cartas demoravam meses para chegar de um ponto a outro, mas eram preciosidades, tesouros que não se rasgava por motivo algum.
Não eram tratadas as cartas antigas, como os e-mails atuais, cartas eletrônicas que, após lidas são apagadas, pois há tantas outras na fila para serem lidas.
Na escola, então, lê-se e escreve-se muito a contragosto; é quase um sentimento de obrigatoriedade e desprazer para os alunos o ato de escrever. A dificuldade do professor em concorrer, entre o ato da escrita e os pensamentos no mundo que gira lá fora da sala de aula, transforma a aula em uma luta entre quem ensina e quem deve aprender.
Onde estará a raiz do problema? Na escola? Nos professores? Na aula não-atrativa? Seremos nós professores ou apresentadores de circo?
Ou será que a vida do aluno não está sendo propícia a iluminar o desejo do aprendizado? Bem, se for esse o problema, caímos em um poço bem maior, que é a família, a sociedade, a economia e a governabilidade.
E enquanto não conseguimos sanar o problema descobrindo “quem” é o problema, para resolvê-lo, vamos tentando ensinar os sentimentos que temos pela leitura, que é o que nos leva adiante no gosto do aprendizado.
Aprender talvez seja um vício como qualquer outro, no qual somente alguns fracos propícios caem e morrem se não tiverem a maravilhosa droga do eterno aprendizado. Felizes os fracos que se tornam fortes pelo seu próprio sonho!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
PRIMEIRA AULA DO GESTAR II
Este blog tentará colaborar com meu aprendizado no Curso Gestar II.
A dificuldade inicial está em ser uma Historiadora na disciplina de Português em uma turma de 5ª série.
A possibilidade do curso é uma excelente oportunidade de crescimento, não só como professora, mas também como historiadora, pois a história do nosso país está inserida na cultura adquirida na escola de ensino fundamental, também.
Caí de bruços dentro de um curso que eu nem sonhava até passar na seleção da prefeitura municipal. E como tenho aprendido na vida, tudo que é novo na vida, são oportunidades de crescimento e essa é uma experiência absolutamente feliz no meu aprendizado.
Gestar a sala de aula, gestar o ensino de português, as percepções, as interpretações dos textos e da escrita através do mundo do qual se tem conhecimento em uma determinada vila na cidade de São Borja, no período contemporâneo.
De acordo com o que tenho percebido, o português tem uma função superior na sala de aula, não tirando o mérito das outras disciplinas, pois dependendo do desenvolvimento e entendimento do aluno na disciplina de português será a sua interpretação dos problemas que terá que desenvolver em matemática; dependendo disso também será a sua percepção de tempos históricos e das diferentes épocas culturais da humanidade, a percepção do desenvolvimento pessoal do aluno possibilitará a este a compreensão de que a humanidade teve desenvolvimento relativo ao crescimento de um ser humano desde os seus primeiros passos.
Para compreender um mapa em geografia, ou mesmo as intruncadas palavras que nos levam à compreensão de relações ecológicas, que não são apenas ecológicas, mas políticas, econômicas e globais vivenciadas na atualidade só poderão ser compreendidas após o desenvolvimento interpretativo e do reconhecimento das palavras, dos termos, da formação de um texto coeso e várias outras necessidades.
Vimos no primeiro encontro do Gestar II também, que, além da necessidade dessa visão situacional relativa do aluno da série em que trabalhamos, encontramos também situações especiais para as quais não fomos preparados.
A inclusão foi feita pelo governo, pela sociedade, porém todos esqueceram de que o primeiro a ser incluído deveria ter sido o professor, isto é, este deveria ter sido preparado para receber alunos especiais, e não o aluno receber o professor como visitante eu "sua" sala de aula.
Muitas vezes o professor tem que deixar a turma trabalhar sozinha para dar atenção a algum aluno especial, o qual deve ser incluído, por seu direito, porém, não existe subsídio para que o professor tenha conhecimento da situação particular-pessoal, médica ou social do referido aluno para saber como interagir com o mesmo, como tratá-lo e como dar conhecimento da necessidade deste ser tratado diferentemente, aos seus colegas, pois estes também reclamam da atenção do professor ao aluno especial.
Portanto, vamos experimentando e aprendendo a cada dia.
Ainda não tomei conhecimento do material todo do curso, que, poxa vida, à primeira vista parece bastante extenso. Não sei se passo da leitura da capa este final de semana, porém, vamos em frente, dificuldades servem para serem vencidas e aprendizados servem para serem vivenciados. Portanto, preferirei considerar essa nova situação como um aprendizado.
Volto a escrever quando tiver lido mais de uma capa ou um pouquinho mais ainda.
Estou feliz por ser um curso de formação e gratuíto! Surpresa boa, pois depois de ser selecionada por currículo, não pensei que poderia advir presentes preciosos assim.
A dificuldade inicial está em ser uma Historiadora na disciplina de Português em uma turma de 5ª série.
A possibilidade do curso é uma excelente oportunidade de crescimento, não só como professora, mas também como historiadora, pois a história do nosso país está inserida na cultura adquirida na escola de ensino fundamental, também.
Caí de bruços dentro de um curso que eu nem sonhava até passar na seleção da prefeitura municipal. E como tenho aprendido na vida, tudo que é novo na vida, são oportunidades de crescimento e essa é uma experiência absolutamente feliz no meu aprendizado.
Gestar a sala de aula, gestar o ensino de português, as percepções, as interpretações dos textos e da escrita através do mundo do qual se tem conhecimento em uma determinada vila na cidade de São Borja, no período contemporâneo.
De acordo com o que tenho percebido, o português tem uma função superior na sala de aula, não tirando o mérito das outras disciplinas, pois dependendo do desenvolvimento e entendimento do aluno na disciplina de português será a sua interpretação dos problemas que terá que desenvolver em matemática; dependendo disso também será a sua percepção de tempos históricos e das diferentes épocas culturais da humanidade, a percepção do desenvolvimento pessoal do aluno possibilitará a este a compreensão de que a humanidade teve desenvolvimento relativo ao crescimento de um ser humano desde os seus primeiros passos.
Para compreender um mapa em geografia, ou mesmo as intruncadas palavras que nos levam à compreensão de relações ecológicas, que não são apenas ecológicas, mas políticas, econômicas e globais vivenciadas na atualidade só poderão ser compreendidas após o desenvolvimento interpretativo e do reconhecimento das palavras, dos termos, da formação de um texto coeso e várias outras necessidades.
Vimos no primeiro encontro do Gestar II também, que, além da necessidade dessa visão situacional relativa do aluno da série em que trabalhamos, encontramos também situações especiais para as quais não fomos preparados.
A inclusão foi feita pelo governo, pela sociedade, porém todos esqueceram de que o primeiro a ser incluído deveria ter sido o professor, isto é, este deveria ter sido preparado para receber alunos especiais, e não o aluno receber o professor como visitante eu "sua" sala de aula.
Muitas vezes o professor tem que deixar a turma trabalhar sozinha para dar atenção a algum aluno especial, o qual deve ser incluído, por seu direito, porém, não existe subsídio para que o professor tenha conhecimento da situação particular-pessoal, médica ou social do referido aluno para saber como interagir com o mesmo, como tratá-lo e como dar conhecimento da necessidade deste ser tratado diferentemente, aos seus colegas, pois estes também reclamam da atenção do professor ao aluno especial.
Portanto, vamos experimentando e aprendendo a cada dia.
Ainda não tomei conhecimento do material todo do curso, que, poxa vida, à primeira vista parece bastante extenso. Não sei se passo da leitura da capa este final de semana, porém, vamos em frente, dificuldades servem para serem vencidas e aprendizados servem para serem vivenciados. Portanto, preferirei considerar essa nova situação como um aprendizado.
Volto a escrever quando tiver lido mais de uma capa ou um pouquinho mais ainda.
Estou feliz por ser um curso de formação e gratuíto! Surpresa boa, pois depois de ser selecionada por currículo, não pensei que poderia advir presentes preciosos assim.
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